BPA Ventures — Manual de operação
Não são regras. É o padrão que a gente cobra de si mesmo — e o jeito que se trabalha aqui dentro. Se você é novo na BPA, comece por aqui.
Os oito princípios
Quem delega explica o porquê e o resultado esperado — não o passo a passo. Se você só recebeu o "o quê" e não o "pra quê", pergunte antes de executar. A gente não microgerencia gente inteligente; dá o contexto pra ela decidir sozinha.
Toda frente tem um responsável por decidir. "Pergunta pro Davi" é último recurso, não o primeiro reflexo. Se você não sabe quem decide algo, resolver isso já é a tarefa. A empresa não escala se tudo passa por uma pessoa.
Briga-se pela ideia na mesa, com transparência brutal. Decidiu, acabou: todo mundo rema junto — inclusive quem perdeu o argumento. Calar na reunião e reclamar no corredor é o pior comportamento que existe aqui.
Decisão, combinado, reunião → registro curto, num lugar só. Memória não escala em onze empresas. O custo de escrever três linhas é menor que o de reabrir a mesma conversa daqui a duas semanas.
Erro de ação que dá pra corrigir vale mais que paralisia esperando aval. Quando travar, não chega com a dúvida nua — chega com um ou dois caminhos propostos. A gente constrói ponta a ponta; ninguém aqui é só executor de ordem.
Feedback honesto e cedo. A gente não poupa a verdade pra parecer simpático — poupar agora é cobrar caro depois. Direto não é rude; rude é deixar o outro errar por meses pra não criar atrito hoje.
Todo mundo do core monta um "Trabalhando comigo": como prefere se comunicar, o que te deixa impaciente, com o que nunca te surpreender. Custa trinta minutos e economiza meses de fricção que normalmente só se aprende no susto.
Reunião só com pauta e dono. Quem puxa a reunião não precisa dominar a fala — facilitar é abrir espaço, não ocupar. Se resolvia num texto, não vira reunião.